Espiritualidade

Não me lances longe de tua face, Senhor!” (cf. Sl 51,13) 

Nossa espiritualidade é centrada no mistério da Santíssima Trindade, tendo como meta fundamental seguir Jesus Cristo, imitando nosso Fundador, na vivência da simplicidade e humildade de São José; no cultivo de sincera devoção à Virgem das Graças e da busca de profunda união com Deus que ele assimilou mediante sua proximidade e identificação com Dom Bosco. “Esta Sociedade tem por Patrono o glorioso São José, que se dedicou, com a Virgem Maria, a Jesus de Nazaré. Assim, o joseleito, deve, com eles, aprender as virtudes da humildade, da simplicidade e do amor ao trabalho. Como deve, ainda, cultivar a adoração a Jesus, contemplando o seu Sagrado Coração, a devoção filial a Nossa Senhora das Graças e a intercessão e exemplo dos demais padroeiros, que são: São João Bosco, 

Santa Teresinha, Santos Anjos da Guarda, São Judas Tadeu, São João Batista de La Salle, São Vicente de Paulo e Santo Antônio.” (Constituições, art. 05).

A oração é o verdadeiro alimento que sustenta a vida do joseleito, dando-lhe sentido à vocação e o impulso à missão. Pela fé ele age, não esperando recompensas, mas em atitude de obediência, humildade e confiança no Pai da Divina Providência. A íntima união com Deus é a chave de todo o êxito pastoral. Procure, pois, ter uma vida de união com Deus e que sua ação pastoral seja resultado de sua vida de oração. Para adquirir esta vida interior, procure alimentar a vida espiritual com a meditação dos textos sagrados, a vivência litúrgica e o sacrossanto Mistério da Eucaristia. 

É tradição, nas comunidades joseleitas, a visita diária ao Santíssimo Sacramento especialmente após o almoço. Esse costume deve ser mantido com fidelidade. O Padre Fundador, sendo um homem de oração, quis deixar para o nosso Instituto esta prática devocional a Jesus Sacramentado. 

A presença amorosa da Virgem Maria, a Senhora da Graças, como mãe e mestra,[1] é característica singular, no cotidiano do joseleito. Ela foi aquela que mais cooperou com a história da salvação e que ocupou, na vida do Pe. Gumercindo, um lugar todo especial, por ele confiar em sua presença materna e intercessora[2]

O Padre Fundador foi um homem profundamente convicto da necessidade da devoção a Nossa Senhora, cultivando em nosso Instituto, a oração diária do santo terço. Procurou estimular em nossas comunidades a procissão mensal em honra a Nossa Senhora das Graças, sem se esquecer de frisar o mês mariano. Deve-se, então, compreender que, “sem a firme devoção a Nossa Senhora, a vida religiosa decai e o religioso que professa amor à perfeição, acaba perdendo a visão das coisas divinas… e, pouco a pouco, vai sentindo fracassar o ideal que tanto amou nos primórdios de sua vida consagrada”.[3] Daí a importância dessa tradição de amor à Virgem das Graças: “Com Maria à nossa frente, venceremos todos os obstáculos que se nos antolham no duro ramerrão do labutar cotidiano. Com Maria, venceremos e nós precisamos vencer”.[4]

Em nossas constituições encontramos: “Para quem se dedica à vida ativa em prol do Reino de Deus, é, sumamente, indispensável o espírito de piedade, sem o qual a vida apostólica pode se tornar um perigo para a própria salvação. Fora ou dentro de casa, no trabalho ou no descanso, lembrem-se todos de que a vida interior é a chave do bom êxito de todos os seus projetos. Assim, pois, tenham o maior apreço às práticas de piedade desta Sociedade, que lhes pretende assegurar meios de santificação.” (Constituições, art. 143)

Assim, para bem viver esta espiritualidade temos nossas práticas diárias elencadas em nossas Constituições: 

“As práticas de piedade diárias na comunidade joseleita são:

  • a) A Eucaristia;
  • b) A Liturgia das Horas, a meditação ou a “lectio divina”;
  • c) As orações devocionais da manhã e da noite;
  • d) O terço de Nossa Senhora com as jaculatórias próprias;
  • e) As visitas ao Santíssimo Sacramento, especialmente, após o almoço;
  • f) A leitura espiritual extraída, particularmente, dos Padres da Igreja ou dos grandes Santos Pedagogos;
  • g) O exame de consciência na oração da noite;
  • h) A via-sacra durante a quaresma.” (Constituições, art. 145)

FONTE: SOCIEDADE JOSELEITOS DE CRISTO, Diretório da Formação, Artigos: 96-100; Constituições, artigos 5;143; 145. 

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[1] O Padre Fundador faz compreender o seguinte: sem devoção a Nossa Senhora o religioso que deve, sempre, estar buscando a perfeição, acaba perdendo a visão das coisas de Deus (cf. J. G. SANTOS, Quarenta Anos no deserto…, p. 261) 

[2] O mesmo, desde muito jovem, já a amava através da sua profunda devoção a “Auxilium christianorum” de Dom Bosco. Logo aprendeu a ver, nos olhos da Virgem Maria, a solução imediata para os problemas que enfrentava na sua vocação e missão salesiana. E, contudo, a sua devoção à Virgem Maria brotou quando era criança e confirmada ainda bem jovem (cf. J. G. SANTOS, Pedaços d’Alma. Memórias…, p. 7.23). 

[3] J. G. SANTOS, Quarenta Anos no deserto…, p. 261. 

[4] Ibid.

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